http://www.facebook.com/profile.php?id=100001461978402#!/profile.php?id=100000552648269

Sunday, December 31, 2006

Postagem sem título

Quando nos tornarmos escanfrandristas do céu, e não mais fleumáticos admiradores de pontos fixos , talvez a vida ganhe uma tonalidade mais bela.

O universo e seus indizíveis mistérios comporta a maior de todas as perguntas; venceremos de fato o caos da morte?
A desesperança é maior que o maior de todos os sentimentos, aquele capaz de provocar revoluções sem ao menos levantar uma bandeira, ou destilar tiros de desespero?
Amor.

No nosso inconsciente estão registrados traumas que muitas vezes desembocam em um interminável processo de catarse interna. Uma explosão sinistra e melancólica, uma intimidade grosseira entre os pensamentos do corpo e do espírito.

Somos a civilização que trocou a eloqüência do amor pela bomba atômica. Estaremos eternamente condenados ?
Temos um contato íntimo com o útero materno. Somos amnióticos . Almejamos uma liberdade de ações, mas nos aprisionamos aos grilhões da família, ás verdades que não oscilam, aos valores e sua mais cruel face, a tradição.
Somos guerreiros em terra inóspita, nos vangloriamos das nossas conquistas, das nossas guerras. Estamos vivendo na era do desespero. E o que é pior, não nos damos conta disso. Assimilamos valores alienígenas, sem nos darmos conta de que a maior das liberdades consiste na afirmação da nossa identidade. Mas não uma identidade nacionalista, não falo com a imposição de preconceitos lingüísticos e geográficos. Falo em nome da identidade que é fruto das nossas mais intrigantes reflexões internas, das nossas conjugações herméticas, do contato tênue entre elas e as forças místicas que nos rodeiam, falo em nome da universalidade do ser humano, das células em intenso processo de multiplicação, dos neurônios e suas sinapses perfeitas.

Contemplados seremos com o sorriso de Afrodite? Resta-nos uma faísca de amor? Somos deuses do nosso reino?
A visão embaçada, os óculos molhados com o vapor atmosférico, os carros blindados , os edifícios encarcerados, quais serão as outras metáforas que a humanidade irá utilizar para se desfazer deste intenso processo poético evolutivo que é a vida na sua expressão mais verdadeira?
Anseio com a disciplina e furor de fé de um monge beneditino, que o porvir e o futuro, estejam na pauta das nossas aspirações, da nossa visão. Enquanto nos embrenharmos deste imediatismo caduco, incrédulo, deste cotidiano manso, seremos eternos espectadores no anfiteatro da vida. Se esperamos pelos aplausos, a vida em troca nos dará murmúrios e as mais audíveis vaias.
Eternos coadjuvantes no maior espetáculo de todos os tempos.

Tuesday, December 26, 2006

Postagem sem título

A inteligência pressupõe um enorme senso de objetividade, porém mesclado a consideráveis doses de conjugações herméticas.

Um contato tênue entre momentâneas forças místicas, convicções intimistas, e mesmo questões globalmente convencionadas, pode resultar em construções ideológicas pertinentes, podendo também ocasionar a debilidade permanente, a débil sensação de que não estar inserido dentro de um conjunto de normas e princípios meticulosamente estruturados, nos faz melhores ou piores engenheiros do pensamento.

Até o século XVII éramos ingênuos na maneira de nos posicionarmos criticamente em torno do sexo.

Há três séculos, em sociedades onde o fantasma da revolução industrial ainda não havia plantado seus fortalecidos vínculos, os corpos “pavoneavam”, os códigos da grosseria e da impudicícia eram frouxos, as crianças tinham um sexo, este de forma muito lenta, eu diria quase inexistente, era ocultado.

O velho camponês, cansado de obter prazer através de incansáveis “jogos solitários”, buscava a satisfação dos seus instintos em “crianças espertas”, que em troca de algumas carícias, cobravam recompensas, como alguma quantia em dinheiro. Esta uma prática corriqueira, costume possivelmente assimilado a vida cultural das cidades.

Com a revolução industrial, e mesmo com o surgimento da face mais perversa do capitalismo, o sexo passa a ser uma questão de interesse público.
O homem se torna uma inesgotável e rentável força produtiva. O sexo, antes incorporado ao cotidiano manso das cidades, é restringido a elaboração de uma multiplicidade de discursos, elaborações sistemáticas que nos autorizam quando, onde e como falar dele.
Se antes era comum encontrar o professor orientando seu discípulo naquilo que o fazia ter tremores solitários, um possível encontro sexual, esta mesma atitude a ele não mais passa a ser atribuída.

As sociedades que sucedem o século XVII estruturam suas relações de poder delimitando umas específica divisão de funções, estas desempenhadas através das suas instituições – a corporificarão do próprio poder.
Gerir com melhor eficiência a máquina estatal, cortar despesas, expandir as relações de consumo, significa também mudar as práticas sociais em torno da sexualidade.
Logo, o sexo é confinado, delimitado, classificado. Fala-se dele, porém, apenas após todo um engenhoso processo de controle.

Inevitavelmente, e quase que de forma exaustiva, nos fadaram a lamentar a herança medieval de associação do sexo ao pecado, porém, não nos perguntamos quais seriam as razões destas lamentações.

Fazemos discursos inflamados, construímos sofisticados raciocínios em torno da repressão, do silêncio e do mutismo que esta mesma forma de controle atribuiu ao sexo, mas não nos questionamos se esta é a questão de maior relevância. Não seríamos mais prudentes e mesmo mais inteligentes se questionássemos o que existe por trás de toda esta malha de discursos em torno do sexo? O que existe por trás da “análise crítica “ da sexualidade?

Quais seriam as motivações, políticas e econômicas, a suscitar esta multiplicidade de discursos? Qual a razão de todos eles estarem camuflados por uma afirmação genérica, uma expressão tipicamente “pós moderna” , e que parece mesmo ter nos custado um alto preço?

Se Dom Ruan provoca um corte na entrelaçada rede de relações de poder que envolve a analítica discussão do sexo, melhor mesmo deixarmos para os psicanalistas classifica-lo como narcisista ou anormal.

Sunday, November 05, 2006

Postagem sem título

A nossa condição é uma condição virtual.
Temos afinidades. Somos inteligente, a conversa flui. Mas nos poldamos, nos restringimos. E se tudo não passar de um encontro cibernético? De um encontro de sinapses, minhas e suas, que é estimulado a formular questões sobre a vida, sobre a arte? O real, o palpável, terá a mesma dimensão que o imagético? Não. Inevitavelmente não. O mundo virtual é o mundo ideal. O mundo onde a perfeição impera, por mais que inevitavelmente estajamos alertados sobre isso. E falo por que muitas vezes já pontuamos sobre esta necessidade de não provocarmos confusões neste sentido. Somos analíticas! Não achas? Pontuamos em uma conversa eletrônica a necessidade de desconstruir vínculos muito fortalecidos. Vínculos que pela sua própria natureza precisam ser fortalecidos em um contexto real. Mas vale a pena? Vale mesmo?
Hoje, madrugada de 06 de novembro, eu encontrei o vazio fundamental.

Sunday, October 22, 2006

Postagem sem título

I will never marry the nice Jewish boy.
I will not raise nice Jewish children.
I will not set the table and pretend everything is fine, when it is not.
I will never stop talking during the dinner time.
I will not be the silent slaver. When you don´t talk the problems keep getting worse.
I know. You are not comfortable with my presence at your house.
I will stop wondering that a new born will come.
I met a friend. He - she is nice.
I hope it is not like the last asshole that almost trampled yet to death.
Do you want some sandwich?
The memories are heartbreaking.
This is a once lifetime opportunity. You will never meet someone like me.
This is a glittering academic newspaper. Poetry. Page eleven.
Sometimes I think of me as a tree.
One branch is the man I shall marry. The other branches are my children. The leafs are poems. The leafs start to get brown until the tree is bare.
Pressure cleaning business.
Hey, I am not gay, all right?
I was just trying to have one decent night after going back to my parents closet.
Rexing couple.
Who cares about him?
Just feel the music. You navigate, all right?
And may you hot in hell.
Gimme a beer. Whatever is cheapest?
You owe me change! What is this? Is this a gay place?
Our services are for patrons only.
I was about to kill myself when I met him.
I am not the new “shampoo girl”. I am the big deal.
Are you a prostitute?
I mean, it is wild. Men must line up to stay with a girl like you.
We have no business with people like that.
You don´t have to do anything.
What about the yard over there.
I have no Money.
I Will find it.
You have the right to do anything. But not kiling.
Who said this? I could do anything for her. I would discipline myself into anything.
There is a moment when I have to be pressed to impress.
I was funnier with my close friends. They knew me.
I am going to act straight.
Peeper. Twat. Cunt. Pussy. What do you like most?
Private parts. Inferior areas.

Thursday, October 12, 2006

Postagem sem título



Some children have never known peace. They have such an enormous capacity for survival, and the instinct to take care of one another. I once read: “Friendship multiplies the good in life, but also divides the evil”.
Somehow do they reckon her as friend? Was she ever loved by them?

Emilia had a sister. She died by anorexia.

She felt so useless when it happened. She was her one sister, her beautiful sister.
The little sister of hers just started to turn into this monster. Her bones, they just started to jut out. It was like someone had just stuck daggers under her skin. And her hair, she started growing hair all over her body. It was like a sort of dense fur, like a werewolf.

Emilia stopped to smile, she just stopped living.

As the years goes by, Emilia was delighted with the presence of Mona. She started thinking someway that little girl, with such beautiful blue eyes, could replace the empty left by Sadie, her loved sister, the one she adored most of all the things.

It is not funny how the universe, through a strange movement, makes us revival the things, and exactly the same things? That was the feeling Emilia has had when she first saw Mona, when she first saw anger on her face, a strange blue on her eyes.

Have you ever read Nietzsche, asked Emilia, with agony and a pure uncomfortable freezing sneaking under her skin.
No, said Mona.

He was this great philosopher. He just believed that there are some people put on this planet who are made to succeed, who are made to blossom. And it doesn´t matter how many lesser mortals suffer, and get fucked over, and it doesn´t matter, as long as they succeed.
God is dead, says Nietzsche.
Mona stared at her eyes, and with a dedicated expression over her face, it was like she already knew it, she had this instinct about religions, this feeling we have to murder God, then everything is blossom, perfection can be discovered.

Edith Piaf. The voice of the little Parisian had brought madness and spiritual guidance’s to the old house. I just adore her, said Emilia.

Piaf was this marvelous Parisian woman, who had a wonderfully tragic life. She was married three times, and each husband died in mysterious circumstances. The last one was a boxer champion. She killed him with a fork. By the way, she didn´t even go to prison, because in France, crimes of passion are forgiven.
It was like a strange cathedral, all the house like a glorious cathedral. The furniture creaked all the time. The house was old. Spiritual guidance’s, sounds of despair could be heard in every corner, every door.
Is it a crime to fancy life? Was already life in straight connection to reality? Is there a reason for us to believe all of it is a dream? Can we mask life without the feeling we will be punished for moral issues?
Emilia was a fantasist. At the end, we cannot accept one tragic destiny. Once I thought we were all food to feed the worms.
Can you all see it as a poetic license?

Wednesday, October 04, 2006

Words of silence. Words of poison. Words of pain.


The silent words of conversation holding now to this isolation.
A - See me now! See me now! It is easy now!Falling like a silent paper the words of paper moving on to what may be our own lack of voice.
Colored memory.
A - Where do my ocean divides?
B- Where love can’t be found.
A - I can not hide my own despair . Love has gotten a lot to answer for me.
Words of paper
Words of poison
Words of silence
All the words are bleeding from me and I will think no more.
A - We will never control this unknown fleshing feeling of passion always in connection with destruction. Love means having a self -destructive behavior?
B- Do not cover up the words to love with words that can not express
A - I lived and died the blues. All I have always seen was frost inside my head.
B- Do you mean we will live like horses someday?
B- Sorry, I would like to tie my shoes. On the road to the golden gate we are the victims of the heartbreak.
A - There is no way but one to regain our senses. The end will come like a sudden rain. It is never what it seems. We just accept what failure means . The world slows down t o let us off. We sink the boat before it sails. All the boats we once rocked with harmony.
B- Our time has gotten a memory. Moments that come and go, but why? Why we are always trying to find salvation from the sorrow that is done?
All the things we pain from the hands of humanity!
A - Do not cover you up with seasons that blame on your heart.

Thursday, August 04, 2005

Metáfora do grotesco.

Foi em 1976 que ouvir falar pela primeira vez em Henry Miller, no porão de uma casa encardida em Nothing Hill, bairro pobre de Londres. Até então não tinha nenhum interesse em sua obra, sabia apenas que ele era o autor da célebre trilogia Sexus Nexus and Plexus, que tinha sido censurado e perseguido por quase 30 anos, além de ter sofrido uma repulsa cortante do seu país de origem.

Não fiz o mínimo esforço para conhecê-lo, pois não conseguia dissocia-lo da imagem de Nadine, senhora de meia idade, eterno objeto do meu desprezo.
Suas conversas com minha esposa eram sempre intercaladas pelas máximas de Miller,como se lhe faltasse criatividade para construir seu próprio discurso. Além disso, seu cheiro lembrava naftalina, e isso me provocava constantes náuseas. Logo, Henry Miller soava a naftalina e era ultrapassado e datado. Uma consideração tosca e absurda, porém sujeito da minha indiferença pelo artista.
Nos tumultuosos anos da década de setenta eu era um jovem senhor, recém casado e pai de uma linda criança. Tinha um emprego fixo em uma loja de materiais de construção, mas encontrava-me com o ânimo arrasado, rebaixado ao último degrau da desesperança e do desespero, envolto em uma angústia que massacrava meus desejos, e feria como uma lâmina de ódio todas as quimeras que assolavam minha tórrida imaginação.

Uma década sem a presença horrenda de Nadine, até que um dia descubro que tinha morrido em um hospício, onde se tornou um simulacro de Miller. Durante o anos em que se mostrou refém de assombrosos delírios, foi acometida por pensamentos persecutórios, simulando a própria perseguição que o escritor vivenciou durante os anos em que “a arte era aprisionada pelos grilhões de algemas gigantescas”, os terríveis anos onde a censura assumia os meandros de um câncer em pura metástase.

Decido ler "o poeta indecoroso", afinal, o odor de naftalina tinha exaurido com a morte de Nadine, nada mais natural que debruçar-me sobre as “linhas tortas” do velho safado. “Vivamos em plena paz e harmonia!” “Suplica o medíocre”. Uma única frase e cai por terra todos os conceitos que erroneamente tinha formulado a respeito da sua personalidade controversa. “Trópico de câncer”.., “ trópico de capricórnio”.., suas leituras se misturam ao sangue que expelia da minha boca com uma vertigionosa voracidade, fruto de um tumor maligno que assolava meu estômago.

“Rir das chagas quem jamais foi ferido”! A grande ferida que se apoderou do meu estômago inundava minha alma. O meu desespero era exteriorizado através de gargalhadas fantasmagóricas, risadas nervosas, a morte era iminente, um barco bêbado que se aproximava do cais.

Quase a beira do abismo, percebo que , obstinado até a loucura, não conseguirei sobreviver ao deserto que criei, reflexo das minhas crises de isolamente e fobia . Preciso fugir do mundo, ou ao menos sentir o impacto de um tiro perfurar minha vontade inquebrantável, minha fome insaciável, percorrendo a pé as estradas vazias de uma cidade desconhecida, assolada apenas por carrancas hostis e casarões antigos.
Dominado por um êxtase velado, comtemplo o silêncio e o vazio.

Saturday, July 30, 2005

Postagem sem título


She had a history of mood, blackouts, and hearing voices.
When the little girl asked her the meaning of dying, she said that this is a return to the place we came from.
The little girl was staring at the dead bird.
Someone has to die for us to value life more?

There is such a mystery when a woman comes through a glass door, looking like she is still asleep, and with a sort of soft shoes and a cigarette between her fingers, comes in our direction and only says: “I think I have the first sentence for my novel; it is possible to die.

This is for my other side, my other soul, my other me. This is for the one I adore.